{"id":537,"date":"2024-07-16T11:26:25","date_gmt":"2024-07-16T11:26:25","guid":{"rendered":"https:\/\/almeidapintoadvogados.com.br\/?p=537"},"modified":"2024-07-16T11:42:20","modified_gmt":"2024-07-16T11:42:20","slug":"discussao-de-divida-na-justica-impede-inscricao-na-serasa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/almeidapintoadvogados.com.br\/?p=537","title":{"rendered":"Discuss\u00e3o de d\u00edvida na justi\u00e7a impede inscri\u00e7\u00e3o na Serasa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) conclu\u00edram que, no caso de existir em andamento qualquer processo judicial contestando a legalidade de uma d\u00edvida, o nome do suposto devedor n\u00e3o pode ser inclu\u00eddo nos registros de cadastros de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito. A decis\u00e3o favoreceu o comerciante paulista Caio C\u00e9zar Urbinatti, que move a\u00e7\u00e3o contra o Banespa, alegando nulidade de cl\u00e1usulas contratuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cliente do banco desde 1995, o comerciante entrou com a\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP) em maio de 2000. Urbinatti argumenta que a institui\u00e7\u00e3o financeira fez acr\u00e9scimos injustificados nos saldos devedores de sua conta corrente, aplicando capitaliza\u00e7\u00e3o de juros, n\u00e3o permitida no Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O comerciante paulista afirma ainda ter sido induzido a erro pelo banco, ao celebrar contratos de empr\u00e9stimos com o objetivo de saldar sua d\u00edvida junto ao Banespa. Al\u00e9m de ter o seu nome exclu\u00eddo de registros de institui\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito, o comerciante pretende receber mais de R$ 200 mil. No entanto, o Primeiro Tribunal de Al\u00e7ada Civil de S\u00e3o Paulo (TAC-SP) admitiu o registro do nome do comerciante no Serasa e em outras institui\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito, &#8220;porque a pretens\u00e3o harmonizar-se-ia apenas com o procedimento cautelar, incomport\u00e1vel em sede de tutela antecipada, conforme previs\u00e3o do artigo 273 do C\u00f3digo de Processo Civil Brasileiro&#8221;.<br>Diante da decis\u00e3o do tribunal paulista, Urbinatti entrou com recurso junto ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O comerciante argumentou que &#8220;o excesso de formalismo processual o prejudica&#8221;, j\u00e1 que o pedido de n\u00e3o inclus\u00e3o de seu nome nos registros de inadimplentes havia sido atendido pelo juiz de primeira inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relator do recurso no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), o ministro Aldir Passarinho J\u00fanior decidiu acatar as alega\u00e7\u00f5es do comerciante.&nbsp;<strong>&#8220;Se houver uma a\u00e7\u00e3o, seja consignat\u00f3ria, embargos contra a cobran\u00e7a, a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria, declarat\u00f3ria, revisional ou de rescis\u00e3o de contrato, ou, enfim, qualquer processo judicial impugnando a d\u00edvida, cabe medida cautelar ou tutela antecipada e sua respectiva liminar para impedir o registro naqueles \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o&#8221;,&nbsp;<\/strong>concluiu o ministro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) conclu\u00edram que, no caso de existir em andamento qualquer processo judicial contestando a legalidade de uma d\u00edvida, o nome do suposto devedor n\u00e3o pode ser inclu\u00eddo nos registros de cadastros de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito. 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